Todo janeiro o pensionista pergunta a mesma coisa: quanto sobe a minha pensão neste ano?

A resposta depende de uma palavra que o contracheque quase nunca explica: paridade.

Dois relógios diferentes

No Rioprevidência convivem, na mesma folha, dois tipos de benefício.

Com paridade. O valor deveria acompanhar o que o cargo da ativa recebe quando o Estado concede aumento, reestruturação ou recomposição. É o relógio do servidor que ainda trabalha.

Sem paridade. O valor sobe uma vez por ano, em 1º de janeiro, pelo INPC, um índice de inflação do IBGE, como manda a Lei estadual nº 6.244/2012. A Portaria 604, de 15 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial de 19 de janeiro, divulga os percentuais de 2026.

O INPC de 2025 fechou em 3,90%. Quem tem benefício com data de início no meio do ano anterior recebe um percentual proporcional, menor que os 3,90%: a portaria conta pela data de início do benefício, não pela data em que ele entrou na folha.

Como conferir no papel

Abra o contracheque de dezembro e o de fevereiro. Se a sua pensão não tem paridade, a diferença deve parecer com o índice da portaria, não com o aumento da ativa.

Se a sua pensão deveria ter paridade e mesmo assim só sobe pela inflação, aí o problema não é o índice de 2026. É a regra aplicada ao seu benefício.

Esse segundo caso pode aparecer em óbitos até 2003 e em pensões de algumas aposentadorias por invalidez, que a Emenda Constitucional 70, de 2012, pôs na paridade. Vale a leitura do guia Integralidade e paridade.

Onde ver o ato oficial

O ato sai no Diário Oficial do Estado: a Portaria 604 está na edição de 19 de janeiro de 2026, Parte I, página 15. Este portal apenas traduz o que o texto burocrático quer dizer no bolso.

Fontes

Todas conferidas em 7 de outubro de 2026.